Não nos querem fora do nosso estado

Por Emiliano Tolivia (@emilianotolivia)

Galeto Sat´s: onde tudo termina e recomeçaEntre a centésima e a milésima caldereta no Galeto Sat´s, bar no qual 118% dos meus amigos dos mais variados círculos terminam as noites mais animadas, dona patroinha manda:

– Lindo (ela acha, ok?), vamos para Belo Horizonte ver o Flu?

Dou aquela golada de caçapa, olho ao longe já em busca do Liesley – se chamar de Jon Secada, ele atende – e, com o dedo erguido, busco a milésima primeira. É o tempo de pensar com a razão “Tá doida, linda (ela sim, de fato, é), perrengue monstruoso, é longe, enfrentar despreparo de PM, briga de torcida, vamos ver no clube e…”

– Vamos, fechou!

É, eu sou um fraco. Tanto em relação às vontades da Bruna quanto aos meus instintos de tricolor, não tem jeito. Quando os desejos coincidem, lá vamos nós encarar a entrada rumo a BH. E é aí que começa a via-crucis do torcedor que deseja assistir ao seu clube de coração fora de sua cidade.

A verdade é que não nos querem lá. O clube adversário, a torcida rival, a polícia do outro estado, o poder público em si: ninguém realmente gosta de ver sua cara cheia de Brahma por aquelas bandas. Não só não te abrirão os braços como fecharão os punhos e, se possível, terão auxílio de um cassetete. No pior lugar do estádio, com o preço mais caro. E pagou porque quis, quebrou o nariz – ou, ao menos, tentarão.

Clima de guerra criadnSe a vida do mandante muitas vezes já é complicada, imagine a do visitante. Futebol fora de casa, hoje, é guerra. Que as Organizadas se odeiem é previsível. Absurdo é ver dirigentes e até jornalistas e jabalistas irresponsáveis insuflando torcedores e criando um clima de animosidade que sempre vai descambar para a agressão. Pois esse foi o cenário que encontrei no Independência para Atlético-MG x Fluminense. Assim como já vivi outras experiências semelhantes e tenho certeza que acontece quase sempre o mesmo em todos os jogos da rodada, ano após ano.

Viajar: não era para ser tão difícil

Começando pela abrideira: temos um grupo numeroso que vai às partidas, todos amigos. Fechamos um ônibus que, com conhecidos, virou dois em pouco tempo. Os organizadores tomaram todos os cuidados possíveis e entraram em contato com a Polícia Militar de Minas Gerais a fim de que tudo transcorresse em paz. Atendimento exemplar, promessa de tranquilidade e viagem selada.

Tudo corria perfeitamente bem, resenha cerveja e batucada rumo a BH, até a chegada ao posto policial na entrada da cidade. Ali, já se encontravam parados os ônibus das Organizadas. Avisaram que revistariam os passageiros e o ônibus, o que considero um procedimento perfeito. Nunca se sabe, é melhor mesmo prevenir.

Bom, ali nos seguraram por longas duas horas enquanto resolviam de quem eram as maconhas encontradas nos outros ônibus. Nestes momentos é aquilo de sempre, um tal de doutor, não sou agricultor, desconheço a semente, isso nasceu aí e tal.

Sua vida? Aham...Meia hora antes do pontapé inicial, enfim partiu a procissão de uns dez ônibus. Honestamente, eu queria entender a lógica. Tenho amigos e conhecidos em Organizadas, sei que uma parte não é arruaceira, mas também é notório que são elas que arrumam brigas com as facções rivais. São elas que se armam, que se matam. E quem vai nestas caravanas está consciente do que pode acontecer. Assim como, quem não vai, é porque opta por segurança, ainda que pagando mais caro. Paz e conforto.

Ora, sendo assim, que sentido há em aglomerar tudo em uma escolta só? Se é ruim generalizar que todo organizado é marginal, muito pior é tratar todo torcedor como organizado. Não são. Não somos. Com que direito a PM segura um ônibus sem motivo por duas horas e ainda o transforma em alvo, ao colocá-lo ao lado de outros, digamos, menos amistosos?

Pode piorar, claro. O comboio partiu a meio quilômetro por hora. Já percebi em muitas oportunidades que a PM segura as Organizadas até o ínicio da partida para, só então, deixá-las entrar, com a bola rolando. E nós com isso? Nada. Mas, desta vez, tudo. Entramos no Independência aos 44 minutos, a tempo de vermos duas bolas explodirem na trave de Diego Cavalieri.

Independência: péssimo para ver jogoParênteses: o andar de cima do Independência é horrível. Simplesmente não é possível ver o campo inteiro. Se o torcedor senta, há uma grade alta e grossa na frente. Em pé, ele precisa escalá-la para enxergar o outro lado. Na parte inferior deve ser ótimo assistir à partida, mas na superior é péssimo. Não deu para entender, já que é um estádio novinho em folha.

Termina o jogo, vitória do Galo, vida que segue. Ou não. Em qualquer lugar que se leve o futebol a sério, primeiro se permite a saída de 1800 pessoas, que já são encaminhadas aos seus ônibus na entrada do estádio, e depois, os outros 18 mil. Mas não é o caso do Brasil, evidentemente – não apenas em Minas Gerais. Os tricolores ficaram retidos cerca de uma hora e meia no estádio, mesmo com este já completamente vazio.

– É que os atleticanos estão nos bares bebendo – disse um PM.

A vontade era responder “Ah, não brinca?! Depois de um jogo desses?!?!”, mas foi melhor segurar a bronca. Saída liberada, vem a recomendação, em tom de ordem à la Zé Pequeno.

– Tira a camisa.

– E o que faço com ela? – questiono, já que a Bruna também vestia o uniforme do Flu.

– Sei lá, esconde, joga fora, faz o que você quiser.

Jogar fora a Bruna? E para arrumar outra? Pausa de três segundos para entender e…

ELA!!! – insisto, agora apontando para Bruna, após perceber que ele não havia captado.

– Faz o que você quiser, vai lá então…

Segue o jogo

E foi o que fiz. Segui, fiz um sinal de positivo por cima do ombro, de costas, e me arrependi já esperando pela paulada – que felizmente não veio. Mais tarde, fiquei sabendo que um grande amigo, com quem estava minutos antes, fora agredido apenas por perguntar se era essa a recomendação de quem deveria prover segurança. O relato dele está no excelente blog Flupress, do camarada Gustavo Albuquerque. Leia aqui.

Descemos uma pirambeira sem fim em busca dos nossos ônibus, que certamente estariam já posicionados para sairmos rapidamente daquela arapuca. É, mas não estavam. Ficamos mais uma hora presos entre duas ruas à espera do transporte. Neste ínterim, correria de um lado, do outro, tensão, PM armada até com um caveirão.

Enfim, os ônibus. Casa? Calma que chope quente não acaba rápido. O comboio parte a passos de cágado, desfilando por meia cidade, passando em frente a diversos bares lotados, com atleticanos extasiados e exaltados. Levar uma pedrada era questão de tempo, já que íamos em nova procissão, como um alvo pintado em verde, branco e grená.

Não deu outra: de repente, algo entre um paralelepípedo e um meteorito estoura um dos vidros. Mesmo com o improviso de cortinas e bandeiras para fechar a cratera, houve cacos, vento, chuva e barulho dentro do automóvel até o Rio de Janeiro.

Conclusão: saímos do Rio às 7h e voltamos às 4h para assistir a 50 minutos de bola rolando. Futebol não é teatro, mas não há qualquer respeito com o consumidor. Se em casa já sofremos, fora somos odiados por todos os lados. E quem hoje trata mal, amanhã é maltratado.

Kalil: cartolão à moda antigaÀ vergonhosa PM Mineira, nada acontecerá. Ao Alexandre Kalil, presidente do Galo, cartolão à moda antiga que acredita que não mandar ingressos antecipadamente ganha jogo, também não. Mesmo que essa atitude crie confusão na bilheteria do estádio. A PM é conivente, logo, quem irá reclamar? É exatamente como a lógica das milícias no Tropa de Elite 2.

Depois, não entendem por que os jogos ficam vazios, por que a paixão do torcedor vai arrefecendo e muitos jovens preferem outros lazeres.

Lar, doce lar

Chegamos em casa sãos e salvos. O abraço no buldogue Chico foi especialmente apertado. Meu compadre Patrick me disse certa vez que, depois que se tem um filho, esses medos aumentam – e eu, que já acreditava nele, começo a entender. Fui dormir com a certeza de que não iria mais aos jogos que restam fora do Rio. No fim, estava mais chateado com a viagem do que com a derrota.

Morumbi: lá vamos nósMas futebol é uma desgraça, para bem e para mal. Acordei pensando em alternativas para ir a São Paulo. De carro, de avião, de helicóptero, de bicicleta… de alguma forma que não precise contar com o inexistente bom senso da PM e que possa ser apenas um cidadão de bem indo a um espetáculo..

– Já? Nem descansei ainda desta viagem… – Bruna ameaça resmungar.

Sim. Eles ainda não venceram. Resta saber até quando.

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Sobre Emiliano Tolivia

Jornalista, 36 anos. Amante das resenhas - de futebol ou não - no balcão, regadas a cerveja até a última saideira, com muita pilha e sem melindres. Caso contrário, é melhor nem começar.
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34 respostas para Não nos querem fora do nosso estado

  1. D.S. Sobrinho disse:

    Tolivia, a polícia mineira é historicamente conhecida por esse (mau) comportamento. Estudei em Minas na década de 60 e ela já tinha essa fama. E, não é à toa que o adjetivo “polícia mineira” é pejorativo à polícia.
    Agora, nós que ficamos no Rio vendo pela tv, também, passamos um mau bocado. Um sufoco! Porque, aturar o Rogério Correa e o Bob Faria transmitindo o jogo, ainda mais do galo…ninguém merece. Aliás, eles como jornalistas perderam totalmente a noção do bom senso nas transmissões de time mineiro.. Toda jogada é polêmica quando é a favor, e, claramente, não houve nada quando é contra. Estilo Cuca de ver qualquer jogo.

    abraço

  2. Mamá disse:

    Se barrarem meu comentário, vou procurar o MP, por crime de preconceito. Hahahahha

    Texto muito bom e com riqueza nos detalhes. Infelizmente, o título já diz tudo: não nos querem fora do nosso estado. E nem estou falando de ir ao estádio, mas de torcer, no sentido mais amplo da palavra.
    Atualmente, por conta do trabalho, fui “direcionada” para Salvador por quatro meses (nem queria). Percebo em algumas pessoas o olhar de desprezo quando estou com a camisa do Mais querido. Inclusive, já fui abordada com agressividade sobre a minha origem, porque segundo eles, nordestino que torce para times do Sul ou Sudeste, é a vergonha da terra.
    Como bem disse você, muito desse ódio é alimentado pela mídia, que de forma irresponsável, talvez pensando na pauta futura, segue fazendo todo o auê nos comentários dispensáveis.

    E a PM, meu caro, é despreparada em todos os estados desse nosso Brasil. Quem dera fosse exclusividade do povo mineiro. Lembro de uma vez, no Morumbi, São Paulo x Flamengo..cheguei atrasada, como sempre, e não sabia para que lado ir. Educadamente, já que mamãe fez um bom trabalho, fui perguntar para um PM sobre a entrada para visitantes. Resposta dele?
    -Soube sair da favela que mora no Rio, vai saber achar a entrada de visitantes.
    Assim..na lata, e eu com aquela cara de QUE????
    Perguntei de novo e ele disse para eu me virar. Me virei e achei. Mas até achar, agradeci por ser mulher, porque foi puramente por esse motivo que não fui agredida no caminho, mas ouvi todo tipo de “elogio”. Após o jogo, o mesmo inferno de sempre: ficamos encurralados por quase duas longas horas, esperando a torcida local sair, para só então sermos liberados. Nessas duas horas, ouvíamos todo tipo de piadinhas e ofensas, justamente daqueles que teoricamente estavam ali para garantir a nossa integridade.
    Após as duas horas de chacota, nos liberaram como quem joga um pedaço de carne aos leões, mas não sem antes fazer mais uma série de exigências vexatórias. Tirar a camisa não era um pedido, mas um requisito para deixar o estádio. Um dos PMs disse para o amigo ao lado: “deixa sair de camisa. Será um lixo carioca a menos no mundo.”
    Na saída, um grupo de torcedores nos esperavam com pau, pedra, ferro, bomba e entoava um cântico escroto, algo do tipo, vai morrer ou sei lá o que…a polícia acompanhava de perto e ria..isso mesmo RIA, de forma bem filha da puta compactuando com tudo aquilo.
    O que mais me doeu não foi a ofensa, o despreparo, o desrespeito e ser tratada como lixo, justamente por quem deveria garantir meu bem estar naquele estádio..o foda é saber que não adianta reclamar.

    Estão assassinando lentamente o futebol e nos varrendo dos estádios, seja no nosso ou em outro estado. Existe, sim, bandido torcedor..mas nem todo torcedor é bandido.
    Quero ser respeitada como pessoa, como cidadã cumpridora dos meus deveres, e , principalmente, como torcedora. É o mínimo.

    • Pois é, a PM mineira é só um exemplo. Em 2008, no Morumbi, eu vi cenas exatamente como você descreveu, policiais fazendo piadinhas com cariocas, agredindo e deixando agredir. Foi bizarro. Como estava de crachá, fingi que estava filmando e consegui salvar alguns tricolores. Foi inacreditável. Estou preparando meu estômago para o jogo do outro domingo, já sei que passarei irritação. Um dia, eles vão acabar vencendo…

      Valeu, bjs!

  3. Marcelo Carvalho disse:

    Me lembrou a minha aventura na Argentina esse ano no jogo em que o Flu venceu na Libertadores. Dei uma de macho (burro) e resolvi sair do hotel sozinho de táxi e o taxista muito do camarada me deixou na entrada da torcida organizada do Boca e me disse que era tranquilo ficar alí e que não tinha outro lugar para me deixar, sendo que eu só estava com a camisa do Flu.! Tive que tirar a camisa no taxi e esconder ela na bermuda e sai sem camisa procurando pelo bairro de La Boca onde era a entrada de visitantes no La Bombonera. Após o jogo tive que andar por quase duas horas com um grupo de outros tricolores perdidos procurando um táxi que eram raríssimos.
    Muita loucura que foi bem legal. Mas que não quero repetir de novo dessa maneira.

    ST

  4. J. T. de Carvalho disse:

    Prezado Emiliano,
    Se estes patéticos episódios tivessem sido filmados, não teriam sido tão bem expostos quanto no seu texto.
    Lamento parabenizá-lo por descrever cenas tão lamentáveis, mas alguém havia de fazê-lo.
    Mantenha a pena afiada que, em breve, você fará o texto do tetracampeonato.
    Saudações Tricolores,
    J.T.

  5. Pablo Lima disse:

    Putz, ainda bem q alguém tem esse dom de escrever! Exatamente isso! Péssimo em tudo no Independencia!
    Tenho a certeza que a polícia é quem mais estimula a guerra!
    Se eu queria bater no Bruno, no Diguinho e no Carlinhos ao fim do jogo, 1 hora depois eu estava com muita vontade de quebrar qualquer atleticano, mineiro, policial… Quem me motivou? A PM, o atlético com seu mascote apontando pra mim e me chamando de ladrão.
    Dificil dizer isso, mas PMbrasil precisa aprender com a de Buenos Aires! Revista é a 200 metros ou mais e não na catraca! Aglomerar tudo junto só gera mais raiva e força!
    Só informando, o representante do Fluminense foi proibido de participar da reunião sobre segurança do jogo que aconteceu quinta-feira antes!
    Espero que eu não tenha impulso de vingança no próximo Flu x Galo aqui no Rio.

  6. André Amaral disse:

    Ótimo post, Emiliano. E texto brilhante (vc é bom nisso). Só um porém: já vi dois jogos de Champions na Europa. Nos dois, os visitantes esperaram o estádio esvaziar para sair.
    O último deles foi um Barcelona x Milan (aquele 2 x 2 com gol do Thiago Silva no fim). Os italianos ficaram uma hora e pouco no estádio e eu voltei com eles no metrô de Barcelona. Ficaram cantando “Thiago Silva olê olê olê” tranquilamente, pelo menos até onde eu vi.

    • Fala, Amaral!

      Ah sim, o negócio é por que não fazer sempre assim. Já passei pelas duas situações. Até com o glorioso Platense fui liberado antes. De qualquer forma, esperar é o de menos, ficar dentro sempre é tranquilo. O diabo é sair sem proteção, sem camisa e, pior, após uma hora e meia ainda não terem organizado os ônibus!

      Valeu mesmo. Abraço!

  7. Olá Emiliano. Vi uma indicação do Rica Perrone para seu blog e gosto muito do que escreve.

    Sou atleticano e sei como funciona a Polícia daqui de BH. Se nós, torcedores sofremos em casa, imagino vocês visitantes.

    Mas eu vou te dizer que quando saímos do nosso estado e vamos a outro, sofremos muito. Independente do time para qual torcemos, sempre passamos esses perrengues.

    Infelizmente existe esta cultura das brigas de organizadas e quando viajo, nunca vou com elas.

    Assisti ao jogo do Galo e Flu no RJ e aconteceu a mesma coisa. Esperamos uma hora e tanto para sairmos do Engenhão sem nossas camisas e tendo que ir correndo para o ônibus. Fui ao Morumbi para o jogo contra o SP e aconteceu a mesma situação. É triste ver essa situação.

    Quando viajo para ver jogos do Galo fora de BH, sempre vou de avião. Evita esses problemas de entrada no estádio. E infelizmente não assisto jogos com a camisa alvinegra em estádios e jogos que eu sei que pode dar briga. É a triste realidade.

    Parabéns pelo seu blog.

    Abraço

    • Pois é, é assim em todos os estádios. A crítica vai além da PM mineira. Na verdade, dei meu relato, mas a indignação é como torcedor, independentemente do clube se coração.

      Abraço!

  8. Matheus de Medeiros Lacerda disse:

    Na Ilha do Retiro, uma vez ficamos depois do jogo porque a polícia disse que era para esperar TODA a torcida do Sport deixar o estádio. Ficamos do lado de dentro levando pedradas arremeçadas de fora do estádio durante um longo tempo. Deixei de ir ver os jogos do fluzão em Recife por causa da violência e só irei na penúltima rodada se o Sport já estiver rebaixado. Tenho dois filhos e não quero deixá-los órfãos por causa de um jogo de futebol (lembro direto do jogo de 2009 contra o Coritiba).

    Abraços! Ótimo texto.

  9. Rodrigo disse:

    Cara,..legal demais o depoimento !
    Eu sou são paulino, morei anos no rio e agora voltei a sampa.
    Tenho vários amigos que torcem para o Fluzão e eles sempre vêem a sampa ver SPFC x Flu.
    Venha sim com a camisa do teu time e espero que seja bem recebido pela nação são paulina e que tenha condições de tomar um chopp gelado com a torcida ali no bar do Zé (perto do morumbi). Abs!

    • Olha, a experiência que tive em 2008 não foi das melhores, não. Não sei quanto ao chope, mas irei novamente, de camisa, mas talvez com um casaco por cima rsrs.

      Valeu a força, abraço!

  10. Pingback: Mais censura… | Flunews - Seu Agregador de Notícias do Fluminense

  11. João Fernando disse:

    Belo post Emiliano. Passei por uma situação parecida no Morumbi, Libertadores de 2008 1 a 0 pro São Paulo. Não no que diz respeito ao ônibus, já que já estava em SP, mas pela situação de ficar preso no estádio. Estávamos num grupo de 4 pessoas, todas sem a camisa do Flu e o PM, delicado como a minha pele nos segurou lá por um bom tempo, mesmo com todas as argumentações possíveis. Até entendo que tal ação seja necessária para evitar o confronto, mas realmente o que falta às autoridades é o bom senso. Abraço!

    • Eu vi alguns dos maiores absurdos nesse jogo. Inclusive, como estava de crachá e sem camisa do Flu, consegui salvar alguns tricolores de apanhar gratuitamente pois fingia que estava filmando. A PM de São Paulo é terrível também. Aliás, qual não é, né…

      Abraço!

  12. Gustavo Albuquerque disse:

    Kkkkk. Sensacional. trágico ontem, cômico hoje. Também quero ir pra sampa. Mas acho que vou de carro…. Abs

    • Pois é, no fim a gente sempre ri da própria desgraça. Claro que sem uma pedra na testa fica mais fácil… Também estou querendo ir de carro, vou esperar pra ver qual será o pacote terrestre do Flu. Abraço!

  13. Dão disse:

    Por isso que quando vou(ia) a jogos fora preferia os que as torcidas eram “amigas”. Fui num Mineirão contra o Cruzeiro em que os caras fizeram até churrasco, num Morumbi contra o São Paulo aonde o unico alvo era a Raça(por causa da união da Independente com a Jovem), fui na Ressacada contra o Avaí que o Flamengo é o segundo time dos caras, só faltam estender tapete vermelho. O único perrengue que passei foi no Couto Pereira, mas aí nem preciso me prolongar. Até no exterior(Parque Central contra Nacional e no estádio do Colo-Colo contra La U) foi tranquilo.

    • Minha experiência na Bombonera foi muito melhor, mas houve muito mérito do clube na organização. Sobre que torcida é amiga de qual, não estou nem aí. Sou tricolor, amigo dos meus amigos e só quero ver o meu time jogar. Não deveria ser tão difícil…

  14. Welington disse:

    Queria ver eles no RJ, sempre terá a volta um dia…

  15. Paula disse:

    O pior é que não dá pra dizer só “Ah, o futebol é assim”. MUITO disso tem a ver com o nosso policiamento. Vou a jogos em BH, SP, Sul, Bahia, Paraguai, Uruguai e etc. Fiquei completamente impressionada com a polícia no jogo contra o Boca. A mais preocupada com torcida visitante que já vi. Não sei se foi sorte (mas isso aconteceu nos dois jogos) ou treinamento…sei da violência de torcidas lá, mas me impressionei como com um pouco de boa vontade dá pra fazer algo seguro (e chegamos todos muito antes do jogo começar)…

    • Estive lá no 2 a 1 e também fiquei muito bem impressionado. A polícia teve méritos, mas os maiores foram do Flu. Aquele esquema todo de segurança só aconteceu porque responsáveis do clube foram lá uma semana antes e fecharam todas as pontas. Ou seja, quando querem – clube e polícia-, sai bem feito.

      Valeu!

  16. Como comentei no blog do @flupress.. “A verdade é que por sorte de todos, competência dos organizadores das caravanas e a “malandragem” dos mais cascudos.. não tivemos maiores problemas, pq pelo clima de guerra que foi criado antes do jogo.. eu imaginava algo muito pior como desfecho da história..”

  17. Julio Menezes disse:

    Legal, Emiliano. Inclusive sugeri lá no Sportv uma série de reportagens que gostaria de chamar: “Torcedor visitante: as delícias e principalmente os perrengues de acompanhar o seu time fora de Casa”. Eles estão avaliando.

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