O torcedor brasileiro virou um chato

Por Emiliano Tolivia (@emilianotolivia)

– Eu pago meu ingresso, tenho o direito de vaiar – decreta um amigo no Bar do Peixoto, na porta do Engenhão.

É verdade, pelas leis do consumidor, de fato tem. O “problema” é que o velho esporte bretão não é teatro nem cinema, por mais que esteja em curso a elitização dos estádios, a implementação do futebol moderno. Uma torcida sempre foi mais comunismo do que capitalismo, mais Marx e menos Adam Smith, sempre foi aquela catarse de pessoas de todas as classes unidas, em uníssono, empurrando seu time para a vitória independentemente das condições da arquibancada, do conforto, da alimentação, da segurança, do tempo.

É claro que o mundo mudou, a modernização das arenas é necessária, mas estamos virando comedores de cachorro-quente, reclamões, cheios de direitos sagrados porque adquirimos nosso bilhete. Uns torcedores de beisebol. Não podemos ser gado, mas também não devemos – porém, estamos – perdendo a essência da brincadeira. Eu quero mais Maracanã e menos Camp Nou.

Os estádios costumam ter espaço para todos os tipos de fãs. Cadeiras para torcedores calmos e áreas para as pessoas que preferem ficar em pé. O problema é quando o sujeito evoca seu sagrado status de consumidor de ópera para ficar no meio da bagunça e pedir “senta aí, abaixa a bandeira”. O futebol não é um mundo à parte, onde tudo é permitido, mas certamente tem as suas particularidades – e que ninguém que vai a um jogo diga que nunca foi apresentado a elas.

Eu não sei se é porque o Brasil está finalmente entrando no rol das maiores economias do mundo, mas coincidentemente – ou não – estamos nos aproximando destes países em frieza na hora de empurrar o clube que, teoricamente, amamos. Sempre achei as torcidas brasileiras um passo atrás das demais sul-americanas, como as argentinas e uruguaias. Pois agora ficamos quase uma maratona para trás, de tantos passos de curupira que demos. Levamos baile de chilenos, equatorianos, peruanos, colombianos… Se procurar lá no Suriname, certeza que são melhores. Logo nós, que pretensamente enchemos a boca para dizer que não há torcida como a brasileira. Tem sim. A espanhola, a suíça, a dinamarquesa…

O exemplo – negativo – da semana aconteceu no jogo do Vasco. O time ganhou do Lanús e mesmo assim os vascaínos estavam mais preocupados, durante todo o segundo tempo, em vaiar o técnico Cristóvão Borges. Ok, concordo que não dá para trocar Felipe por Fellipe Bastos, mas passar 45 minutos apupando é enervar e atrapalhar seu próprio clube. É jogar contra, sim. Sem contar que foram apenas 13 mil pagantes em uma oitava de final de Libertadores…

– Ah, amigo, não aguenta pressão, não joga em time grande.

Os jogadores vão continuar no clube, ganharão seu salário normalmente. Mesmo que sejam eliminados da competição. E aí? É para isso que o sujeito sai de casa, pega condução ruim, passa aperto, paga ingresso? Para atrapalhar seu próprio time?

Cada vez mais vejo amigos incomodados com suas próprias torcidas. A do Fla, grande como é, tem apoiado em poucos momentos. Na do Flu, percebo muita gente reclamando e até vendo como antipática a postura de um grupo que apoia incondicionalmente durante os 90 minutos. São tratados como alienados. O mais curioso é que, na Bombonera, vi vários tricolores, que claramente são corneteiros, boquiabertos com a cantoria dos xeneizes mesmo após a derrota. “Olha lá, impressionante, os caras apoiam na derrota, sabem torcer”. Por que não faz o mesmo aqui? Basta repetir. Mas não, o melhor é vaiar, fazer piada da própria desgraça e achar que o gramado do vizinho é sempre mais verde.

A Argentina é um exemplo positivo. A começar pela seleção. Lá, o povo ainda torce por ela, um jogo no Monumental é pedreira, há cantos de futebol. Já experimentou ir a uma partida da Seleção Brasileira? É torcida de vôlei, é outro clima. Até mais familiar, diga-se. Mas não é futebol. Eu senti profunda vergonha na Copa da Alemanha. Havia muitos brasileiros, mas o máximo que se ouvia era o detestável “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”. Música, aliás, copiada de uma versão hermana (!) para uma propaganda de chinelo (!!!).

Outra característica interessante dos argentinos é torcer por clubes menores, de bairro, e não só para os gigantes. Sem essa de dois times, de sou Flamengo e Bahia, Fluminense e Serra, Vasco e Ceará. Qualquer jogo de time pequeno, da segunda ou terceira divisão, tem dois, três, quatro mil pessoas, com bateria, barras, bandeiras e músicas próprias. Basta pesquisar. Platense, Chacarita, Nueva Chicago, Morón… Aqui no Rio, o América não consegue mais jogar para 300 pagantes.

Em algum momento nos últimos anos, o brasileiro foi deixando pelo caminho a essência da palavra torcer. O sujeito parece muito mais preocupado em ir ao estádio para extravasar suas próprias frustrações do que para apoiar. O brasileiro está deixando de ser torcedor para ser um comemorador. Ele não faz mais parte do processo, apenas do fim – quando lhe é conveniente. O torcedor brasileiro virou um chato, um mala, um ranzinza.

– Que é isso, rapaz, aqui é o país do futebol – rebate meu amigo, com certo deboche.

Já foi mais. Estamos ficando tão familiarizados com a cultura americana que adotamos de vez a odiosa dualidade dos winners e losers. Queremos estar do lado vencedor – claro – mas sem gastar uma gota de suor, um pouquinho das nossas cordas vocais. O brasileiro gosta do seu clube, quer vê-lo vencer, mas o deixa de lado se ele perder, some dos estádios e vai ao cinema. Hoje, quem gosta de futebol é o argentino, o chileno, o uruguaio. O brasileiro gosta é de ganhar.

Anúncios

Sobre Emiliano Tolivia

Jornalista, 36 anos. Amante das resenhas - de futebol ou não - no balcão, regadas a cerveja até a última saideira, com muita pilha e sem melindres. Caso contrário, é melhor nem começar.
Esse post foi publicado em Uncategorized e marcado , , , , , , , . Guardar link permanente.

95 respostas para O torcedor brasileiro virou um chato

  1. Glaucia disse:

    “O brasileiro gosta do seu clube, quer vê-lo vencer, mas o deixa de lado se ele perder, some dos estádios e vai ao cinema.”
    Emiliano, esta frase descreveu perfeitamente o torcedor do América-MG. Parabéns pelo texto!

  2. Ghizi disse:

    Parabéns pelo texto, é a visão perfeita de como estão os estádios atuais.
    Futebol moderno é igual a torcedor amargurado, torcedor de promoção, torcedor de escanteio e torcedor de final, que só quer torçer pro time quando ele ganha. Como ja foi comentado, aqui em criciúma estamos mudando a visão da nossa torcida com a Barra OS TIGRES, que tem uma boa quantidade de torcedores que apoia o time os 90 minutos, sempre mostrando que o time é feito de vitórias e derrotas, que o time é puro amor e raça, que cantando e apoiando se reflete dentro de campo, e ai sim, com o apoio poderemos com certeza sair com vitória, mas também se não sairmos, continuaremos cantando e apoiando do mesmo jeito!

    • Exato, não se gosta mais ou menos do time por causa do resultado. Não se deve perder o senso crítico, mas vaiar com a bola rolando só atrapalha – ou seja, é jogar contra.

      Valeu, abraço!

  3. Evandro lucio da silva disse:

    Barra brava os tigres apoia os 90 minutos. Sou carvoeiro sim senhor!!!!

    Belo texto é isso mesmo, mandou muito bem, eu sou totalmente contra o futebol moderno, bando de amargos, eu não vou ao HH pra apenas assistir uma partida de futebol, eu vou dar apoio ao meu time, porque eu o amo.

    Da-lhe tigre!!!!!

  4. TRICOLOR CARVOEIRO disse:

    Esse texto descreveu tudo o que sinto, mas dou graças a Deus que aqui em Criciúma é diferente, mesmo não sendo um gigante do futebol nacional.
    Aqui é tudo na raça, sem apoios externos de CBF, Globo e seja la mais quem, aqui como diz o nosso hino é amor, alma, garra e coração!!!

  5. Andrei disse:

    Aqui em Criciúma, estamos tentando ser o diferencial do Tigre…. e se nota o grande rendimento do time com o apoio da torcida Barra Os Tigres!

  6. Carvoeiro disse:

    isso mesmo, aqui em criciuma a barra os tigres esta propondo diferente, apoio os 90 minutos!

  7. tricolor criciumense disse:

    pensamos exatamente como escreveste.
    aqui em criciuma a torcida os tigres esta tentando fazer diferente,

    • Legal! Tenho acompanhado e o Heriberto Hulse tem sido constantemente um caldeirão. Vocês vão dar trabalho na Série A. Fator casa e pressão da torcida são fundamentais para qualquer time. Aos que tem um poder de investimento menor então, é vital.

      Abraço!

  8. Anônimo disse:

    Um texto bom, mas revela que o escritor tem aquela ideologia barata do mesmo boteco do cara uqe estava querendo vaiar o time que jogou mal. Desde quando nos EUA eles só torcem para quem ganha? Lá eles lotam estádio com time ganhando e perdendo. Vc tem a visão carioca do futebol, aquela que não sabe que os time de fora do Rio-São Paulo são assaltados pela arbitragem, que os torcedores sofrem lavagem cerebral da Globo carioca para torcerem pro Framengo e pro Fluzão, além de querer fazer um tão falado “calendário” para exterminar os times menores. O torcedor brasileiro ficou um chato pq querem polarizar a torcida em meia dúzia de times e arrancar a identidade local dos brasileiros, transformar tudo em samba e praia.

    • Rapaz, se você conseguiu depreender minha personalidade e meu pensamento por apenas um texto, eu teria que ficar impressionado – não fosse o pequeno detalhe que você errou por muito. Ao ver que eu sou tricolor, você chegou já com um discurso pré-concebido, que certamente repete aos quatro ventos, não interessa o que eu diga. Aí realmente fica complicado ter qualquer debate.

      Quanto mais se martela na história de eixo, Globo, etc, mais se vitimiza, mais se faz de pobre coitado, de pobre diabo. Isso é o velho complexo de vira-latas. Bobeira. Só é influenciado quem não tem capacidade de pensar, de discernir – quem se deixa influenciar. A maior defesa para manipulação vem da própria pessoa: é pensar.

      Por fim, convém sempre assinar o que se escreve. Chato debater com um anônimo.

      Abraço

  9. Pingback: Abel e Cristóvão: burros com sorte ou competentes? | futequim

  10. Pingback: Burros com sorte ou competentes? | futequim

  11. Marcelo Lunardon disse:

    Belo texto e com fundamentação o mais importante, algo importante a de muitos terem 2 times foi a mídia do eixo que diz que é mais lindo os seus times e tentam colocar na cabeça dos povos sem cultura esta informação, e pior conseguem. Hoje o futebol no Brasil é $$$ e não mais amor, quando a CBF deixar de proteger os times do RIO e São Paulo a Globo perder os direitos exclusivos de transmissão podem ter certeza que as coisas começarão a mudar.

    • Não entraria tanto na questão de “eixo”, até porque estão aí também os grandes clubes de Minas, Rio Grande do Sul… Existe, isto sim, os clubes que tem mais audiência e, como consequência, arrecadam mais. E aí, de fato, cria-se um abismo financeiro ruim para o futebol como um todo. Os clubes do Nordeste, por exemplo, já não conseguem acompanhar o ritmo. Acabam sendo formados por refugos, veteranos e garotos – e quase sempre são rebaixados. Isso é pena mesmo.

      Abraço!

  12. ZICO É DEUS disse:

    NAÇÃO 12, sempre cantando. Grande texto.

    Abraço.

  13. Essa mania de só querer ganhar é que fode a vida. Brasileiro sempre gostou mais de ganhar do que de torcer, infelizmente. Em todos os esportes.
    Tenis(Guga), F-1(PIquet/Senna/Fittipaldi), Volei(Bernardinho)…A mídia(que tem boa parcela de culpa) só valoriza quem vence, “por que vende mais”.

    Não importa se é bom ou não, importa quem ganhou.

    A mesma regra que era para outros esportes esta se aplicando ao futebol e aos clubes(creio que já era assim com a seleção há um tempo), pouco a pouco. Pena!

  14. Ivan Gurgel disse:

    Parabéns pelas palavras. Temos grupos de torcedores aqui em belém-pa que fazem campanha para que se torça somente por remo e paysandu. Esqueçam os times de rio-são paulo. Cantamos, vibramos, independentemente da crise que estamos vivenciando. Inclusive, apesar da enorme crise do futebol paraense (com o remo brigando por uma vaga na série D e o outro na série C), os estádios continuam lotados. Só pra exemplificar, a média de público dos jogos do Remo e de aproximadamente 15 mil torcedores por jogo. Mas, infelizmente, o norte não consegue acompanhar o ritmo do milhionário futebol brasileiro…

    • Isso é muito legal, também sou favorável ao cara torcer pelo time da cidade, acho legal – mas sei que é uma coisa que vai pegar um ou outro só. Também lamento que o futebol do Norte não consiga acompanhar o ritmo do Sul-Sudeste. Pena.

      Abraço!

  15. Diogo disse:

    Eu li direito,ou vc quer dizer que a torcida brasileira está FICANDO européia e chata,por vaiar demasiadamente os jogadores,em horas erradas??Sério!Foi isso mesmo?

    Vaiar no Brasil,é cultural!Isso aqui,é mais velho que cagar sentado!Tem vários jogos antigos,que acabam com essa sua tese maluca…Times vencedores,que foram vaiados,mesmo ganhando.Seleção então,eu nem comento,seleção brasileira é vaiada(injusto ou não),desde quando eu me entendo por gente!

    Brasileiro nunca teve sangue de barata!Quando o time não dá o máximo em campo(ou um determinado jogador),a vaia é consequencia natural.

    E veja bem,eu não concordo com vaias no decorrer do jogo…Mas já dizer que isso é uma coisa atual,eu discordo plenamente.

    • Foi mais ou menos isso. A comparação com a Europa – uma parte dela – foi no sentido de pouco apoio, às vezes frieza, os europeus não vaiam como aqui. Apenas se calam em boa parte do jogo. Muitos reclamam. O Cristiano Ronaldo, por exemplo, fez essa comparação entre a torcida do Real e do United.

      Sei bem que vaia não é novidade. Mas sei também que a coisa piora a cada ano – e tem muito mais jogo para comprovar a minha teoria maluca. Sim, a Seleção já foi vaiada, já saiu daqui vaiada – em amistoso – pra ganhar Copa do Mundo. Porém, quando precisou, teve apoio. As eliminatórias para 94 são um grande exemplo, principalmente no jogo em Recife, contra a Bolivia, e no Maracanã, contra o Uruguai.

      Olha, brasileiro não tem sangue de barata, mas certamente argentino e uruguaio – só pra ficar nestes dois – também não têm. E sequer é questão de perder o senso crítico. O problema é a vaia burra, e se o torcedor brasileiro não tem sangue de barata – e não tem – muitas vezes acaba sendo burro e atrapalha seu próprio time. Muito por muitas vezes não se sentir parte do time, mas apenas público.

      Vaiar é um direito do torcedor. Muitas vezes válido. Vaiar insistentemente e atrapalhar o time também é, mas aí eu acho burrice.

      Discordar é um direto todo seu, estamos aqui pra isso mesmo, em resenha nem todo mundo concorda. E, em um tom razoável, até se entende – mesmo sem concordar.

      Abraço.

  16. Pingback: Artigo muito interessante sobre o torcedor brasileiro em geral | Blog ao Sport Club do Recife

  17. Rogério Felício disse:

    Olá Emiliano, texto está perfeitamente escrito. A sua comparação de elitização das torcidas, o grande Mauro Cezar Pereira da ESPN havia feito. E como ”mulambo” que sou, sofro muito com essa elitização. Torcida do Flamengo perdeu MUITO com a elitização. Chega dar raiva das vaias para determinados jogadores que não as merecem, como os garotos que estão subindo e por exemplo pro Deivid, que é um bom atacante. Acho que deve-se cobrar do time, fora do estádio e sem violência, assim como fora feito por determinados torcedores. Dentro da ”cancha” deve-se apoiar os 95 minutos.

    • Sim, o Mauro Cezar bate – e muito bem – nessa tecla. De fato, acho que a torcida do Fla perde muito. Mas todas perdem. É a geração Play Station, que acha que todo jogador é o Messi e que você consegue dar show sempre, o tempo todo, que não tem toque pro lado, retranca, sair atrás no placar.

      Cobrança é sempre fundamental, mas não custa nada fazê-lo de modo a não atrapalhar o próprio time.

      Valeu, Rogério!

  18. Gabriel Machado disse:

    Perfeito o texto!! E o Poder Público está acabando de fechar esse caixão com proibições, TACs e outras coisas mais. Senhores que acham que entendem alguma coisa sobre essa manifestação popular – e não sabem absolutamente nada – agora querem dizer para nós, os imbecis, como devemos nos comportar e o que podemos portar dentro dos estários…

    É realmente frustrante e desanimador. Estamos rumo ao buraco. Acho que vale um texto nesse blog sobre a forma equivocada como o poder público vem tratando da questao. Essa política hipócrita faz proliferar esse tipo de torcedor mala.

    Parabéns pelo texto.

    • Vale sim, Gabriel, a gente sabe e vê o quanto é desanimador o que o poder público faz pra, por mais paradoxal que pareça, transformar o torcedor em suíço ou torcedor organizado. Incrível!

      Valeu, garoto, boa viagem aí, abração!

  19. Anônimo disse:

    Meus parabéns, creio que todas as torcidas aqui no Brasil deveriam agir como as famosas ‘hinchadas’ sul-amerianas, apoiando nas boas e nas más. No Al Calcio Moderno!

  20. Dida disse:

    Texto perfeito!!!

    É claro que cada um tem o seu ponto de vista e como alguns disseram, não existe o certo e o errado. Agora, no meu ponto de vista todos que vão ao estádio devem apoiar o time acima de tudo durante os 90 minutos. É impressionante como aqui no Brasil quem, apóia time na derrota é visto como “retardado”… Isso é uma pena.

    • Exatamente. Tem gente que podia trocar de camisa e ir para o outro lado. Fatalmente iria atrapalhar o outro lado também, por prazer, mas ao menos não estaria do meu/seu lado rs.

      Abraço!

  21. Roberto Junior disse:

    Perfeito, não tem onde tirar um ponto.
    Só discordo em partes quando voce citou o Vasco no caso Cristovão, a torcida ja vem sendo paciente com ele a muito tempo, mesmo ele com seguidos erros, e no ultimo jogo foi a gota d’agua. Eu estava em são januário e fui um dos que vaiaram e xingaram MUITO o cristovão. Concordo perfeitamente que o publico do vasco na libertadores é RIDICULO, isso não tem explicação, a torcida do vasco hoje só apoia nas boas, como algumas outras do Brasil, talvez a maioria. Voltando ao caso do Cristovão, naquele dia eu nao consegui me segurar, apesar de concordar que aquilo deixou o vasco muito nervoso no jogo, ele extrapolou todos os limites da paciencia. Concordo que o apoio é essencial, mas tem que cobrar tbm, xingar, mostrar que tá insatisfeito pq senão o time se acomoda, mas essa é a minha visão, sem discordar da sua. Eu vou em todos os jogos do vasco em são januario, alguns até fora da Cidade do rio, vivi pessimos momentos, rebaixamento, serie b, era eurico e sempre estive lá, e tive a certeza de que tudo valeu a pena quando estive em curitiba naquela noite de 8 de Junho de 2011 com o titulo da copa da brasil, quando o juiz pegou a bola e acabou o jogo eu senti que todos os momentos ruins que passei ao lado do vasco e os esforços valeram a pena, e tenho certeza absoluta que os torcedores de ocasião nao sentiram o mesmo sabor que eu senti nesse titulo…. Texto perfeito, parabéns!

    • Juro que entendo. Já vi muito técnico ruim no Fluminense – ô, se vi! – e vaiei também. E vaiar substituição, seguido de um grito de burro é compreensível, ninguém aguenta muito tempo. A questão é a duração da coisa, enervar o time, que já tomava de 2 a 1 e por muito pouco não precisaria de um pequeno milagre logo mais.

      Sobre o Cristóvão, entendo a raiva, mas, convenhamos, ele é um auxiliar. Quando o Ricardo teve um AVC, falei no dia seguinte que, infelizmente, o Vasco já deveria pensar em um novo técnico ao menos para o início de 2012. Os caras jogaram pelo Ricardo, mas isso tem prazo de validade. A comoção uma hora passa e o jogador volta a ser o ser humano mimado e cheio de caprichos que é. E aí não vai ser um auxiliar que vai segurar a bronca de um Felipe, um Juninho.

      E achar que o Ricardo voltaria era maluquice. Pela saúde, pela família… Pode até voltar, mas não será agora. Não tinha como segurar o Cristóvão tanto tempo. O Andrade teve caso muito parecido no Fla. Mesmo com o título brasileiro, é um eterno interino. Não tem jeito.

      Abração, Roberto!

  22. Felipe Caxito disse:

    Concordo com a essência do seu texto, mas permita-me ser um corneteiro comedor de amendoim. Como a grandíssima maioria dos jornalistas brasucas, quando há um elogio a torcedores sul-americanos meio que restringem a uruguaio e argentino, enquanto torcidas como as dos gigantes Olimpia e Atlético Nacional dão espetáculos na Copa Libertadores desse ano mesmo, assim como as equatorianas de Emelec e Deportivo Quito. A Venezuelana do Caracas com muitas faixas e tirantes, e claro, a do Universitário do Peru, incessante no Monumental de Lima. A do Bolívar (BOL) fez um grande recebimento contra o Santos, elogiável. Sem esquecer dos chilenos, muitos e muitos trapos, e cantoria ensurdecedora. Isso é América do Sul, também e, muito bem.
    Diga-me, “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor” é detestável por quê? [Aliás, se responder meu comentário coloque o link dessa tal propaganda de chinelo] A seleção (leia-se camiseta) deveria, sim, ter cantos de estádio, e banda com faixas e bandeiras, mas a desculpa de não haver isso é a de, “ai, eu não torço pra Selenike, não torço pra CBF com esses dirigentes de não sei o quê, não torço por causa do Robinho, Neymar e esses boleragens”. Essa desculpa generalizada tem o cerne do brasileiro torcedor chato e corneteiro de hoje: torce pela mídia e não pela camiseta. Maldito Globo Esporte e telejornalismo babaca-esportivo.
    Por fim, Chacarita, Nueva Chicago, Argentinos Jrs. , e esses times de bairro da grande Buenos Aires não podem ser comparados ao América atual, BsAs é a capital do futebol com tantos clubes e estádios, times que são “grandinhos” e com certa sustentação. A diferença de receitas pagas por TV aqui, por exemplo, é um absurdo a diferença entre os grandes nacionais para os “pequenos”.
    É isso, um abraço.

    • Opa, bons pontos! Vamos lá.

      – Concordo que as torcidas argentinas e uruguaias são as mais citadas. Mas eu falei das outras, confere lá. “Levamos baile de chilenos, equatorianos, peruanos, colombianos… Se procurar lá no Suriname, certeza que são melhores”

      – Sobre a música, é gosto pessoal, minha opinião. Sem ser dono da verdade, mas pra isso que serve blog, né? rs. Essa música foi feita pela Rider para um anúncio antigo. E é feita em cima de uma música cantada por argentinos e outros países também. Eu, particularmente, acho um contrasenso. A única outra música disponível ao menos é melhor – e é ruim – “Brasil, tum, tum, tum”. É antiga, procurei rapidamente e não achei o link no Youtube. Mas lembro bem dela.

      – Sobre a Seleção, é um tema complexo o desapego que o brasileiro passou a ter por ela. Tem tantas explicações que dá um post só delas. Ganhou demais, perdeu a identidade com os clubes, não joga no Brasil, mudança do perfil da torcida dos seus jogos… E tem muito mais.

      – Concordo que o futebol argentino é muito centralizado em Buenos Aires. Mas mesmo os times de Rosário, de Córdoba, têm bons públicos. E jogando B Nacional, B Metropolitanda… Esses times “grandinhos” não tem, muitas vezes, nem dez mil torcedores. Mas, destes, cinco mil, quatro mil vão a jogo. O América, que até a década de 80 tinha bons públicos, ainda tem seus 10, 20, 30, sei lá quantos torcedores. Mas nego largou de mão. E a diferença entre o que ganham os pequenos e o grandes é pequena, mas em compensação os times grandes daqui ganham incomparavelmente mais que os grandes de lá, daí também esse abismo. Só não justifica a torcida abandonar o clube.

      Valeu, Felipe, abraço!

  23. Anônimo disse:

    Excepcional! É o que penso. A torcida é o o Clube, na hora que ela canta, ele surge. Na hora que ela se cala, ele some.

  24. Raíphe disse:

    Ótimo texto !! Muito bom mesmo !!

  25. Anônimo disse:

    ótimo texto !! gostei muito ! concordo com tudo que está ai !

  26. Gustavo Albuquerque disse:

    É isso. É isso…

  27. Gustavo Albuquerque disse:

    É isso. É isso…
    ST!

  28. Bolt disse:

    Me identifico com o espírito da Legião. Gosto de ir ao estádio e sair rouco. Deixar tudo na arquibancada. Mas tá difícil. A torcida do Fluminense virou uma suruba sonora, um verdadeiro samba do crioulo doido de músicas e batuques misturados. Quem não está dentro de um dos núcleos, não sabe o que cantar. Não sabe quem acompanhar. Ontem o time deu um espetáculo e a torcida não conseguiu cantar em uníssono uma vez sequer. Quando terminou o jogo, uma vitória espetacular, silêncio quase absoluto nas arquibancadas. Mesmo silêncio quase absoluto que rolou enquanto o time recebia o troféu da Taça Guanabara. Ta chato. Cantar depois na rampa de saída não adianta. E olha que de 2007 a 2010 fomos uma das melhores torcidas do Brasil.

    • Está impossível cantar qualquer música alto a mais de cinco metros do miolo da bateria. Aconteceu exatamente isso comigo no segundo tempo. Está um lixo. Temos 9875987543 baterias na arquibancada.

      Valeu, Bolt!

  29. Caio disse:

    Eu tô qui nem o Wellington Nem. Aliás, nesse ano eu tô Wellington Nem purim. O baixolinha, contrariando todas as máximas, conceitos e discursos preparados por assessorias ou não, mandou na lata após o jogo contra o Boca: “Eu sou Fluminense e teria vaiado muito o time e (ele inclusive) se estivesse na arquibancada”.

    Eu sou defensor da vaia. E usei o Nem para falar de uma forma geral. Não teria vaiado contra o Boca (o time estava classificado), nem contra o Arsenal (que jogou mal demaaaaais, mas era o primeiro jogo). Para falar a verdade, não me lembro de um jogo em 2012 em que eu teria vaiado. Mas se a vaia for merecida, que se vaie.

    • O problema é a vaia burra, constante, atrapalhando o time mesmo quando ele está ganhando, em um torneio difícil como a Libertadores. Ou a vaia de implicância com o bom Carlinhos, por exemplo, como faz a torcida do Flu.

  30. Daniel disse:

    Concordo com quase tudo.
    Esta visada nova de que o torcedor é antes de tudo um consumidor é cada vez um discurso mais comum e banal, que desvirtua a verdadeira qualidade de torcer.
    Pra mim, torcer é se entregar às emoções e vicissitudes de uma partida de futebol, em que você está participando por amar um clube. Aí vem o ponto em que discordo. No jogo do Vasco, a torcida vaiou porque precisava, porque tinha que dizer ao técnico que não dá mais pra fazer aquilo. A vaia é um dos meios de comunicação em que a torcida passa uma mensagem pro time. Pra mim, a mensagem era clara: estão de saco cheio do treinador, que vem fazendo besteira atrás de besteira. Tem que vaiar mesmo, é um direito do torcedor que precisa interferir na história de seu clube, não do consumidor que pode tudo porque comprou um ingresso.
    Quanto às arquibancadas vazias, volto a concordar com você: a torcida do Vasco foi em pequeno número ao estádio. Porque existe uma distância grande hoje em dia entre se dizer torcedor e ser de fato alguém que se envolve com os objetivos do clube. A Libertadores empolga pouco o carioca porque gostamos menos de futebol do que antes. A rapaziada gosta de esportes radicais e video game, sem preconceitos. A rivalidade local mexe mais do que uma conquista mais importante. Mas mesmo jogos importantes do estadual já não estado tão cheios. Os ingressos estão caros e o Engenhão é ruim. A hipocrisia reina e a gente não pode beber porque inventaram que é isso que causa brigas, mesmo sabendo que quem briga, hoje, no Rio, briga fora do estádio, premeditadamente.
    Enfim, o Maraca estava altamente agradável na época em que entro em obras, vai voltar menos Maraca e mais Camp Nou, uma pena, estamos cada vez mais distantes dos verdadeiros torcedores.

    • Caio disse:

      Eu penso o mesmo.

    • Acho justo vaiar uma substituição, pontualmente, vaiar no fim do jogo. Mas passar um tempo inteiro vaiando, aí discordo. Tanto atrapalha o time que o Vasco tomou um gol e por pouco não sofreu o empate. Ainda mais em um torneio difícil como é a Libertadores.

      Valeu!

  31. Caramba, assino embaixo no seu texto! Creio que o torcedor não seja obrigado a cantar e apoiar o tempo todo, mas a vaia sempre atrapalhou mais que ajudou. Infelizmente, o torcedor brasileiro não entende que deve-se apoiar o time, que jogadores e dirigentes passam, mas o clube fica. Sou cruzeirense, e me lembro muito bem da final da Supercopa de 92, que enfretamos o Racing. Sapecamos o adversário no Mineirão por 4 a 0, e no jogo da volta, no Cilindro, estádio lotado, e a “hinchada” cantando do início ao fim, mesmo que o time tenha feito um gol no fim do jogo. Detalhe: a fila do Racing em títulos nacionais já tinha passado de 20 anos!!!!!!

    • A torcida do Racing é a mais impressionante da Argentina. Mais até que a do Boca, inclusive.

      Valeu, abraço!

      • Rogério Felício disse:

        Vale ressaltar as torcidas de San Lorenzo e Newell’s também, juntamente com a do Racing, as 3 melhores da Argentina na minha humilde opinião. Abraço !

  32. Antonio Neves disse:

    discordo em muitas coisas. Existem comportamentos universais e que vem desde a antiguidade, das antigas arenas. A vaia é tradição. É a ferramenta de demonstração de desagrado, é uma forma de protesto.. O que se há de discutir é quando uma vaia é pertinente ou não. Só quero deixar claro que eu não falo pelo meu comportamento porque particularmente eu não gosto de vaia, principalmente da forma que é feita na maioria dos casos (futebol). Mas o que eu mais discordo é essa de dizer que o brasileiro virou um chato. Não é verdade. Acho até que melhorou, principalmente em relação a torcida do Flu. Com o advento da Legião muitos paradigmas foram quebrados.. O torcedor voltou a ir aos jogos e de forma ativa, efetiva. Isso também ajudou muito na mudança positiva de comportamento das TOs.
    Eu acho também que essa mudança sensacional de comportamento trouxe de negativo o xiismo de algumas pessoas. Foi inventado o termo “tricoleba” que é utilizado de forma pejorativa para aqueles que não tem (sabe-se lá o motivo) o engajamento igual aos desses xiitas. E isso acabou segregando e ajudando para uma certa “anti-simpatia” desse movimento outrora sensacional. A migração para o Engenhão na minha opinião foi o fator mais relevante para a diminuição da alegria contagiante do torcedor em relação ao movimento.
    Os que são ou se mantiveram cativos no estádio, “tricolebas” ou não, se comportam de acordo com sua personalidade. Quem tá lá, colocando o seu tempo, seu dinheiro, sua paixão irracional por este esporte sujo (bastidores) é o mesmo que vai ter seu humor do dia seguinte no trabalho sendo definido pelo resultado do jogo. Daí acho que há uma inversão, não são as frustrações do dia a dia que regem o comportamento do torcedor no estádio e sim a frustração por um resultado é que vai reger a vida do cara, seja em família, amigos e no trabalho.
    O que eu quero dizer com isso tudo é que não se pode criar uma regra e generalizar a coisa. E muito menos se comparar a países com histórias diferentes como se um fosse certo e outro fosse errado. Existe sim um idealismo, um desejo que fosse de outra forma. Mas não existe a perfeição, não existe a ilha de utopia. O comportamento do torcedor atual, para chegar perto de uma medição satisfatória, requer um estudo antropológico muito detalhado. Não é analisando casos e casos que vamos conseguir chegar a um veredicto. Por isso discordo do texto. Não tem como se colocar isso como verdade. Por isso acho que todos estão certos. Desde o cara que acha que pagou pode vaiar, até o cara que não se abala com o gol sofrido, pois cantar o tempo todo é o que deve ser feito.
    Abs.
    ST

    • Provavelmente discordaremos sobre o assunto, faz parte. Eu não vejo o que pode sair de bom uma torcida vaiar o próprio time com a bola rolando, no que ele acredita que aquilo vai ajudar. Vejo hoje as torcidas de outros países dando baile nas daqui. Sobre torcida do Flu/Legião, de fato a perda do Maracanã atrapalhou muito, não há dúvida. Mas para cantar, basta abrir a boca, não dá para colocar a culpa só na mudança.

      Abraço!

  33. Kaique Nascimento Meirelles disse:

    Fato dos fatos mais fatos não há no mundos dos fatos de tão fato que é esse texto fato/fataço do caro tricolor Emiliano Fato Tolivia – O cara dos fatos. Abs ST

  34. Clarisse disse:

    Muito bom!

  35. Roger de Sena disse:

    Tô com o Leonardo Bagno: “Irretocável”!!!
    Destaco: “Eu quero mais Maracanã e menos Camp Nou.”

  36. Marcelo Medeiros disse:

    Teu texto pode ser resumido à frase “O brasileiro está deixando de ser torcedor para ser um comemorador.” Definiu o espírito! E quer ser comemorador sem trabalhar para isso, quer o bônus sem o “ônus”.

  37. alvaroche disse:

    Perfeito Emiliano,Sou Torcedor e me orgulho de não vaiar ninguém do meu time ,não faço parte de TOS nem da Legião ,sou o simples Torcedor da Leste inferior e é de lá que saem as maiores vaias .Não consigo compreender o que faz um indivíduo que corneta do início ao fim ,dentro de um estádio de futebol.

    Saudações Sempre Tricolores

    • Flavio Bueno disse:

      O Alvaroche diz a verdade, ele consegue até gritar o nome do Diguim nos meus ouvidos!!!!!!!!

      • hahahaha Diguinho às vezes irrita. Mas, verdade seja dita, com o Valencia, ele melhora consideravelmente. É torcer para o colombiano jogar.

        Valeu!

        • ALVARO SOUZA CHE disse:

          Caro Emiliano ,discordo em relação ao Diguinho.Considero que o time melhora face sua presença .Diguinho por diversas vezes me irritou em campo -Porém este ano de 2012 ele está sendo utilíssimo ao Fluminense acertando muito mais do que erra.Junto com o Valência que também vem mostrando superação e melhora técnica, creio que ambos são a pedra fundamental de nosso time .Com eles em campo não fico apreensivo contra time nenhum.

          • Então não discordamos, na verdade concordamos. Eu acho o Diguinho bom jogador. Mas também acho que ele muitas vezes é displicente e isso acaba irritando o torcedor. Mas bom jogador, ele é. E com o Valencia, ele cresce bastante. O colombiano fica mais preso à marcação e dá mais liberdade para ele subir. Com o Edinho, os dois dividem as subidas, e tendo que ficar preso, o Diguinho não rende o mesmo. O que eu não entendo é porque o Edinho tem que subir também. O Abel deve saber…

    • Incrível, né? Também não entendo o cara sair de casa, passar todo o perrengue que envolve ir a um estádio para atrapalhar. Vai saber…

      Abraço!

  38. Thiago Rachid disse:

    Sou um pessimista e reclamão, mas durante o jogo? Não! Não só concordo com o texto como ele é didático e deveria ser distribuído numa cartilha pro torcedor que vai ao Estádio. Parabéns!

    • É exatamente isso, Rachid, não é questão de perder o senso crítico. Mas deixa para o intervalo, para o fim, para a resenha. Na hora do jogo, é ficar a favor do adversário.

      Abraço!

  39. REVOLTADO COM ESSA ROUBALHEIRA disse:

    Texto perfeito parabéns eu me aborreço muito nas arquibas com os modinhas corneteiros da nossa torcida Emiliano ST.

    • De fato, tem jogo em que dá vontade de ir para o último canto da arquibancada ou vontade de voltar para o botequim e ver o resto da partida na TV bebendo uma cervejinha…

      Valeu!

  40. Pedro disse:

    Cara, em relação a torcida do Fluminense (também sou tricolor), o que me irrita é a mania de ficar “pegando no pé” de um jogador especifico durante o jogo… Mas que uma vaia no intervalo, quando o time não tá jogando nada, cai muito bem, ah isso cai…

    • Se a bola não estiver rolando, não vejo o problema. E de fato, a perseguição é das piores coisas que tem. O que a torcida do Flu faz com o bom Carlinhos é sacanagem. Escolheram o cara…

      Valeu!

  41. Anônimo disse:

    Perfeito o texto!

  42. Hilson Carlos Drumond disse:

    Emiliano ,a verdade é que não vejo melhora , muito pelo contrário.Hoje os torcedores estão muito impacientes , ranzinzas , corneteiros,enfim, não ajudam em nada o seu time de coração. E , eles acham que isso é a melhor forma de ajudar o time, PQP , caralho . E o que mais me deixa irritado com a torcida do fluminense , é quando durante um jogo em que o time não esteja jogando bem , mas está VENCENDO , começa a vaiar, isso me tira do sério .Hoje vou para o estádio e não sei como vai ser a atuação da minha torcida na arquibancada .É muito triste isso..Fico criando expectativa , quando na verdade não deveria ter . Se a minha torcida fosse forte no canto , apoiando incessantemente nos bons e nos maus momentos principalmente,

  43. Caio disse:

    Eu não sei. Não acho nada que “nóooooooooooo, que barato” o que a torcida do Boca fez, muito menos o que fez a do Vasco. Sou a favor do meio-termo….rs

    • Não é a torcida do boca em si, mas a postura. Pode pegar a do racing, la u, emelec… Nao concordo com meio termo pq nao vejo o que possa sair de bom de uma torcida que nao apóia, só vaia.

      E nao é perder o senso critico. É apenas nao atrapalhar…

      Valeu, cabeça!

  44. Leonardo Bagno disse:

    Irretocável!

    Parabéns!!!

  45. Roka disse:

    Concordo em género, número e grau!

    Saúde!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s